Viagem

Meu Caminho das Indias – Parte 1 – Delhi e Agra

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Acho que começou na infância, vendo os filmes do Indiana Jones ou ao ler algum livro de aventura, não sei dizer ao certo, só sei que meu fascínio pela India cada vez mais aumentava com o passar dos anos.

Em 2012 depois de uma luta no consulado indiano aqui em Amsterdam para conseguir o visto de turista eu finalmente pude marcar minha tão sonhada viagem. Desembarquei em Delhi sabendo que seria um desafio, pois tinha pouco tempo para conhecer todas as coisas que estavam no meu roteiro. Por mais informação que colhi enquanto fazia meus planos de viagem, não foi o suficiente para evitar o choque que tive com a experiência toda.

A India é muito mais que o colorido intenso dos saris das indianas, muito mais que o cheiro das especiarias, muito mais que as poses perfeitas de ioga, muito mais que o maravilhoso Taj Mahal. A India também é miséria, pobreza, barulho, desorganização, contraste, poluição, cheiro de esgoto e pilhas e mais pilhas de lixo por toda a parte. Nada, absolutamente nada sai de acordo com o planeado. Desembarquei em Delhi e fui para o hotel descansar um pouco da longa viagem. Me hospedei num 5 estrelas que faz parte de uma rede internacionais de hotéis, o que não impedia de ficarmos no escuro várias vezes no dia. O serviço de energia elétrica por lá é péssimo, talvez por ser um país  muito populoso e não suportar tanta gente usando ao mesmo tempo.  Já descansada, resolvi sair para  passear um pouco e também tentar comprar uma passagem de trem para Agra, a cidade onde fica o  Taj Mahal. Meu primeiro passeio foi tão traumático e frustrante que desisti de ir de trem e marquei um taxi para os próximos passeios. É tudo muito desorganizado, difícil de encontrar, perigoso. Mesmo usando roupas adequadas, ou seja, calças compridas e blusas tapando os ombros é simplesmente impossível evitar os olhares famintos dos indianos, ainda não sei como muitas turistas europeias andam por lá com shorts curtos e mini-blusas decotadas. Achei mais seguro pedir ao hotel um carro, saiu muito mais caro que seria a viagem de trem, mas na minha opinião segurança não tem preço.

Agra, fica a 210 km de Dehli, achei que seria fácil pois no Brasil estamos acostumados a viajar de carro de uma distância como esta fazemos em aproximadamente 2 horas de viagem, massssss, na India 210 km durou 4 horas e meia. O trânsito é terrível e tem congestionamento até mesmo nas rodovias. Os carros dividem as estradas esburacadas com vacas, elefantes, camelos etc. O calor é insuportável e tudo isso faz o Taj Mahal parecer ainda mais bonito uma vez que ele está a nossa frente.

O Taj Mahal é classificado pela Unesco como patrimônio da humanidade e é também umas das 7 Maravilhas do Mundo. Foi construído entre 1623 e 1653 com a ajuda de cerca de 20 mil homens a mando do imperador Shah Jahan em memória da sua esposa favorita que morreu ao dar a luz ao 14° filho do casal. Tem versos do Corão talhados em mármore preto e milhares de pedras preciosas decoram a construção. É realmente de tirar o fôlego. O complexo ainda conta com 2 mesquitas e segundo consta o imperador pretendia construir uma réplica to Taj Mahal em mármore preto, mas foi morto por um de seus filhos antes de concretizar seu sonho.

Depois da missão cumprida hora de voltar, enfrentar mais 4 horas e meia até Delhi, super cansada, dormi o trajeto todo. Em Delhi ainda visitei um palácio incrível de um marajá que infelizmente era proibido fotografar, por isso não tenho registros, mas posso dizer que e ainda mais lindo que o Taj Mahal, também visitei o Templo de Lótos, o Templo de Lakshmi e um templo da religião Sikh.

Minha jornada pela India continua nos próximos posts.

Se tiverem perguntas é só deixar nos comentários que respondo.

Taj Mahal

Taj Mahal

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Detalhes da parede do Taj Mahal

Detalhes da parede do Taj Mahal

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Templo Sikh

Templo Sikh

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